SANTA
INÊS

É
uma raça provavelmente originária do cruzamento
de carneiros da raça Bergamácia com ovelhas
deslanadas do nordeste, com introdução de sangue
Rabo Largo e outras raças de corte. É uma raça
brasileira, caracterizada pela ausência de lã,
característica proveniente de animais oriundos da África,
e que confere à raça maior adaptação
ao ambiente tropical, comportamento no pastejo diferenciado,
mais diverso, e aceita o pastejo em vegetação
arbustiva, além das gramíneas. São ovinos
de médio porte, mochos, com pelagem variada; machos
adultos com peso médio entre 100 a 120 kg e, fêmeas
adultas, entre 60 e 80 kg.
Apresenta-se nas cores preta, vermelha e branca e suas combinações,
como, malhadas, chitadas de branco e preto. A pelagem preta
é largamente difundida, contudo, não é
a mais adequada ao ambiente tropical, devido à sua
propriedade física, de maior absorção
da radiação solar. As cores vermelha e castanha
são as mais adequadas do ponto de vista bioclimatológicos.
A pelagem branca com pele dispigmentada é desaconselhada
zootecnicamente por ser extremamente sensível à
radiação solar, pois pode apresentar problemas
de lesão cutânea, não sendo adequada ao
ambiente tropical.
Devido a sua grande disseminação no Brasil Central
e Nordeste, possui aptidão para se tornar o ventre
de eleição para produção de carne
de cordeiro. Atualmente, há grande mercado por matrizes
dessa raça para aumento de planteis em todo Brasil.
São ótimos ventres para produção
de cordeiros em sistema extensivo ou intensivo de criação.
Recomenda-se o cruzamento comercial dessas fêmeas com
machos de corte de tamanho médio ou grande, para melhorar
o desempenho (peso ao nascer, ganho de peso) e características
de carcaça dos cordeiros mestiços.
Existem muitos animais descarnados, com traseiro pouco desenvolvido,
todavia, já podemos encontrar animais com boa conformação
de carcaça.
Possuem excelente habilidade materna, contudo, devido a algumas
características introduzidas pela sua origem de animais
leiteiros (raça Bergamácia), apresentam período
de lactação mais longo que as demais raças
de corte e, assim, deve-se ter cuidado com desmame precoce,
devido ao problema de mastite (inflamação da
glândula mamária).
Animais Santa Inês têm desempenho um pouco inferior
ao de raças melhoradas européias: peso ao nascer
entre 3,5-4,0 kg, peso ao desmame (45 a 60 dias) entre 13-16
kg e ganhos de peso diários de 220 e 200 g nos períodos
de pré e pós desmame, respectivamente, podem
ser conseguidos com animais bem alimentados.
Em sistema intensivo de criação os cordeiros
Santa Inês apresentam menor ganho de peso e características
de carcaça inferiores em relação às
raças melhoradas, mostrando menor proporção
de traseiro, menor compacidade de carcaça e menor perímetro
de perna. Contudo tais aspectos podem ser muito melhorados
através do uso de cruzamento industrial com carneiros
de raças melhoradoras para tais características,
por outro lado, os ovinos Santa Inês possuem características
extremamente interessantes, tais como maior rusticidade, menores
exigências nutricionais, acentuada habilidade materna,
além de não apresentar estacionalidade reprodutiva.
As fêmeas Santa Inês mostram ainda possibilidades
de, em condições especiais de manejo, apresentarem
cios ainda com a cria ao pé, o que diminui acentuadamente
o intervalo entre partos, sendo possível intervalos
inferiores a oito meses, chegando, em alguns casos, a seis
meses.
Outras
raças:
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Suffolk
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Ile de
France
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Texel
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Hampshire
Down
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Poll Dorset
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Morada Nova
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Dorper
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Cruzamentos
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